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O potencial dos dados geoespaciais para startups

24 janeiro 2025

Nos últimos anos, a geoinformação tem vindo a ganhar relevância como ferramenta estratégica para startups em várias áreas, como a logística, a agricultura de precisão, o turismo e a gestão urbana. Estes dados, que englobam informações relacionadas com a localização e o espaço geográfico, são cruciais para a otimização de processos, a tomada de decisões mais informadas e a criação de soluções inovadoras. 

Em Portugal, o acesso a esta informação nunca foi tão fácil e abrangente, graças ao crescente número de iniciativas públicas, europeias e privadas que disponibilizam dados geoespaciais de elevada qualidade.

Com uma combinação de fontes públicas, iniciativas europeias e ferramentas privadas, o acesso à geoinformação nunca foi tão acessível. Para além de superar os desafios, é crucial que as startups explorem parcerias, capacitem as suas equipas e invistam em tecnologia para aproveitar ao máximo as oportunidades que os dados geoespaciais oferecem.

A utilização de dados geoespaciais oferece benefícios significativos para as empresas, como maior precisão, redução de custos, maior segurança e uma gestão mais eficiente de recursos. Com tecnologias como GPS, lasers e sensoriamento remoto, é possível criar mapas digitais e modelos 3D de alta precisão, úteis para navegação, avaliação de riscos e gestão de ativos. Estas tecnologias também permitem automatizar processos, reduzir custos em projetos de mapeamento e topografia e aumentar a eficiência operacional.

Além disso, os dados geoespaciais contribuem para reforçar a segurança, identificando riscos em tempo real e possibilitando a criação de mapas 3D dinâmicos que emitem alertas em caso de desastres naturais ou congestionamentos.

Fontes de Dados Geoespaciais em Portugal

  1. Fontes Governamentais

O governo português tem disponibilizado um conjunto significativo de dados geoespaciais através de iniciativas de dados abertos. Algumas fontes importantes incluem:

  • Direção-Geral do Território (DGT): A DGT é uma das principais entidades em Portugal para informações cartográficas e geoespaciais. O Geoportal do Território (à disposição em geoportal.dgt.pt) oferece dados como cartografia base, ortofotomapas e informações cadastrais.

  • SNIG (Sistema Nacional de Informação Geográfica): Esta plataforma integra várias bases de dados geoespaciais, incluindo mapas topográficos e dados temáticos relevantes para setores como ambiente e infraestrutura.
  • IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera): Oferece dados meteorológicos e oceanográficos em tempo real, essenciais para aplicações em agricultura de precisão, energias renováveis e gestão de riscos climáticos.
  1. Iniciativas Europeias

Portugal também está integrado em várias iniciativas europeias de dados geoespaciais, o que amplia o acesso a fontes de alta qualidade:

  • Copernicus: O programa europeu de observação da Terra fornece dados de satélite gratuitos que podem ser usados em monitorização ambiental, planeamento urbano e gestão de desastres.

  • INSPIRE (Infrastructure for Spatial Information in the European Community): Facilita a partilha de dados geoespaciais entre países da UE, promovendo padrões comuns e interoperabilidade.
  1. Fontes Privadas e Open Source

Além das fontes governamentais e europeias, há também soluções privadas e de código aberto que startups podem explorar:

  • Mapbox e OpenStreetMap: Excelentes opções para startups que precisam de mapas personalizáveis.

  • Google Earth Engine: Uma ferramenta para análise de grandes volumes de dados geoespaciais.

  • Startups locais: Algumas empresas portuguesas também fornecem dados específicos, como informações sobre redes de transporte ou localização de infraestruturas.

Como é que as startups podem explorar dados geoespaciais?

  1. Desenvolvimento de Produtos e Serviços Inovadores

A geoinformação permite criar soluções que atendam a necessidades específicas em áreas como:

  • Logística: Planeamento otimizado de rotas para reduzir custos e emissões.
  • Agricultura de Precisão: Monitorização de safras usando dados de satélite.
  • Turismo: Desenvolvimento de aplicações que integram mapas interativos para melhorar experiências de viajantes.
  1. Integração de Dados em Plataformas Tecnológicas

Startups podem integrar dados geoespaciais com tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) para criar sistemas mais inteligentes em setores como:

  • Cidades Inteligentes: Sistemas de monitorização de tráfego em tempo real.
  • Energia: Localização de áreas ideais para instalações de painéis solares ou turbinas eólicas.